Resposta rápida
Para um B1/B2, o fluxo normalmente envolve escolher a categoria correta, preencher o DS-160, pagar a taxa MRV de US$ 185, criar o cadastro local, cumprir a etapa do CASV quando aplicável, comparecer à entrevista e aguardar a devolução do passaporte. Em 2026, o Department of State orienta que o pedido seja agendado no país de nacionalidade ou residência, e quem usa a residência como base deve conseguir comprová-la.
1. Defina a categoria pela atividade real
B1 cobre atividades temporárias de negócios permitidas, como reuniões e negociações; B2 cobre turismo, visita e certas finalidades médicas. O visto de visitante não autoriza emprego nos Estados Unidos. Estudo regular, trabalho, intercâmbio e atuação jornalística seguem categorias próprias.
O erro mais caro é escolher pela disponibilidade de agenda ou pelo nome informal da viagem. O consulado compara atividade, duração, pagador, histórico e resposta do formulário. Uma categoria inadequada pode produzir recusa mesmo quando os documentos são autênticos.

2. Preencha o DS-160 como registro factual do caso
O DS-160 é enviado eletronicamente ao Department of State. O oficial usa as respostas junto com a entrevista para decidir a elegibilidade. Depois do envio, guarde e imprima a página de confirmação com código de barras; não é necessário imprimir o formulário inteiro.
Revise grafia de nomes, passaportes anteriores, viagens, recusas, contatos, ocupação, renda e quem custeará a viagem. O objetivo não é construir uma versão mais atraente, mas eliminar contradições. Informações falsas podem gerar consequências muito superiores a uma recusa comum.

3. Taxa, cadastro e agendamento no Brasil
A taxa de solicitação do B1/B2 publicada é US$ 185, não reembolsável. Dependendo da nacionalidade, pode existir taxa de emissão posterior. O pagamento da MRV não compra resultado e não se transfere livremente entre países.
O cadastro local conecta recibo, DS-160, entrega do passaporte e agendamentos. No Brasil, o fluxo pode exigir CASV e entrevista em datas diferentes. O solicitante deve usar as instruções vigentes do sistema oficial, pois disponibilidade, cidades e modalidades mudam.
4. Onde solicitar em 2026
Desde 15 de julho de 2026, a orientação geral é marcar a entrevista no país de nacionalidade ou residência. Quem solicita no Brasil com base na residência deve estar apto a demonstrá-la. Pedir fora desses países pode trazer espera significativamente maior e mais dificuldade para demonstrar qualificação.
Isso é especialmente importante para estrangeiros que vivem no Brasil e para brasileiros tentando usar uma agenda em terceiro país. A taxa paga fora não é reembolsável nem transferível segundo a orientação atual.
5. CASV, entrevista e documentos
O Department of State exige passaporte, confirmação do DS-160, comprovante da taxa quando aplicável e fotografia se o upload falhar. Outros documentos podem ser pedidos para demonstrar finalidade, intenção de sair e capacidade de pagar a viagem. Emprego e vínculos familiares podem ajudar, mas não existe um documento universal que garanta aprovação.
Carta-convite e Affidavit of Support não são necessários para o B1/B2 e não substituem vínculos fora dos Estados Unidos. Na entrevista, respostas breves, verdadeiras e compatíveis com o formulário importam mais que uma pasta volumosa que não explica o caso.
6. Depois da entrevista
O resultado pode ser emissão, recusa ou 221(g) para documentos ou processamento adicional. Mesmo com aprovação oral, não faça compromisso irreversível antes de receber o passaporte com o visto e conferir os dados.
O Department of State orienta a não comprar passagem nem fechar planos finais antes da emissão. E o visto não garante entrada: ele permite viajar ao porto de entrada, onde o CBP decide a admissão e registra o período no I-94.
Perguntas frequentes
Quanto custa o B1/B2 em 2026?
A taxa MRV publicada é US$ 185 e não é reembolsável. Algumas nacionalidades podem ter taxa de emissão adicional.
Preciso fazer entrevista?
Entrevistas são geralmente exigidas, com exceções limitadas. Mesmo quando existe dispensa, o oficial pode convocar o solicitante.
Posso pedir em outro país?
Pode haver atendimento, mas a orientação atual prioriza país de nacionalidade ou residência. Fora deles, a espera e a dificuldade podem ser maiores.
Carta-convite é obrigatória?
Não. O Department of State afirma que ela não é necessária para solicitar B1/B2 e não é fator decisório.
CASV e consulado são a mesma etapa?
Não. O CASV trata biometria e documentos previstos no fluxo local; o consulado realiza a análise e entrevista quando exigida.
Posso comprar passagem depois de ser aprovado na entrevista?
O mais seguro é esperar a emissão e a devolução do passaporte, pois ainda pode haver processamento e nenhum resultado é garantido até a emissão.

Fontes oficiais consultadas
- https://travel.state.gov/content/travel/en/us-visas/tourism-visit/visitor.html/visa
- https://travel.state.gov/content/travel/en/us-visas/visa-information-resources/forms/ds-160-online-nonimmigrant-visa-application.html
- https://travel.state.gov/content/travel/en/News/visas-news/adjudicating-niv-applicants-in-their-country-of-residence.html
- https://travel.state.gov/content/travel/en/News/visas-news/interview-waiver-update-sept-18-2025.html
- https://br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
Assessoria consular especializada
A MVA Vistos organiza categoria, DS-160, evidências e etapas do agendamento. O trabalho é independente e técnico; emissão e admissão são decisões exclusivas das autoridades americanas.
Nota editorial
Conteúdo informativo, atualizado em 3 de setembro de 2026. A MVA Vistos é uma assessoria consular privada e independente. Não integra nem representa governos, embaixadas ou consulados. Regras, taxas e procedimentos podem mudar, e a decisão final pertence exclusivamente à autoridade competente.

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