Resposta rápida
Não existe uma lista oficial exclusiva para MEI ou autônomo, nem renda mínima geral publicada para o B1/B2. O oficial pode avaliar finalidade, intenção de sair e capacidade de pagar a viagem. Para quem não tem holerite, a estratégia é provar uma atividade econômica real e contínua, distinguir faturamento da empresa de renda pessoal e manter DS-160, declarações, extratos, contratos e rotina profissional coerentes.
O que o consulado analisa quando não existe contracheque
O Department of State informa que documentos adicionais podem ser solicitados para demonstrar o propósito da viagem, a intenção de sair dos Estados Unidos e a capacidade de cobrir os custos. Emprego e vínculos familiares podem ser suficientes em alguns casos, mas nenhum papel isolado é obrigatório ou decisivo para todos.
MEI, autônomo e profissional liberal não são perfis inferiores. O desafio é probatório: a renda pode variar, contratos podem ser informais e dinheiro pessoal e empresarial podem se misturar. A apresentação precisa mostrar de onde vêm os recursos e por que a atividade continuará exigindo o retorno.

Faturamento da empresa não é renda disponível do titular
Extrato da conta PJ mostra movimentação do negócio. DASN-SIMEI registra a receita bruta anual informada pelo MEI. Notas fiscais evidenciam serviços ou vendas. Nenhum desses itens, sozinho, prova quanto o titular pode gastar na viagem.
A leitura correta conecta receita, custos, retiradas, saldo pessoal e orçamento do roteiro. Um negócio que fatura muito pode ter margem pequena; uma pessoa com receita sazonal pode ter reserva acumulada. Números plausíveis precisam conversar com o DS-160 e com o custo real da viagem.

Que evidências podem cumprir funções diferentes
Comprovante de CNPJ e registro profissional situam a atividade. DASN-SIMEI, declaração de imposto de renda e documentos fiscais mostram histórico formal. Contratos, agenda de atendimentos e notas recentes podem demonstrar continuidade. Extratos pessoais e empresariais ajudam a explicar fluxo e disponibilidade.
A seleção depende do caso. Entregar tudo sem hierarquia pode esconder a lógica; escolher apenas documentos convenientes pode gerar lacunas. A orientação oficial permite que o consulado peça evidência adicional, mas não cria um pacote obrigatório chamado documentos para autônomo.
Vínculos não se resumem a imóvel ou casamento
Vínculo é o conjunto de fatos que ajuda a explicar por que a estada é temporária. Operação ativa, clientes futuros, contrato em execução, dependentes, estudo, responsabilidades familiares e patrimônio podem compor o contexto. O peso muda conforme duração e finalidade.
Comprar um bem na véspera ou abrir CNPJ sem atividade não transforma o perfil. A autoridade avalia credibilidade e circunstâncias. A melhor abordagem é explicar o que já existe, inclusive mudanças recentes, sem fabricar compromissos.
Patrocinador e capacidade financeira
Outra pessoa pode pagar parte ou toda a viagem. Isso precisa aparecer de forma coerente no formulário e no orçamento. Patrocínio resolve a origem do dinheiro, mas não substitui a finalidade temporária nem os vínculos do solicitante.
Carta-convite e Affidavit of Support não são necessários para B1/B2 e não são fator de decisão, segundo o Department of State. Se houver anfitrião, a relação, hospedagem e divisão de custos devem ser verdadeiras e compatíveis com as demais respostas.
Sinais de risco que merecem revisão
Depósitos grandes sem origem, renda declarada muito diferente do movimento, viagem incompatível com o caixa, cliente fictício, contrato retroativo e omissão de recusa anterior são riscos. Criar documentos para parecer empregado pode transformar um caso explicável em problema de credibilidade.
Uma revisão técnica compara fatos, formulário e evidências antes do protocolo. A MVA Vistos organiza essa leitura como assessoria privada, sem inventar renda, vínculos ou justificativas e sem prometer resultado.
Perguntas frequentes
Existe renda mínima para o B1/B2?
Não há um valor mínimo geral publicado. A análise considera custo, duração, pagador e circunstâncias do solicitante.
DASN-SIMEI prova minha renda?
Ela registra receita bruta anual do MEI. Deve ser lida junto com custos, retiradas, extratos e renda pessoal.
Preciso ter imóvel?
Não. Imóvel pode integrar o contexto, mas não é requisito universal nem garantia.
Posso usar conta PJ?
Pode ajudar a mostrar atividade, mas não substitui a demonstração de recursos pessoais efetivamente disponíveis.
Meu familiar pode pagar a viagem?
Sim, desde que a informação seja verdadeira e coerente. O custeio não substitui a análise da finalidade e da intenção de retorno.
Documento de contador garante aprovação?
Não. Ele pode explicar números, mas a autoridade avalia o conjunto e pode verificar a consistência das informações.

Fontes oficiais consultadas
- https://travel.state.gov/content/travel/en/us-visas/tourism-visit/visitor.html/visa
- https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor/servicos-para-mei/declaracao-anual-de-faturamento
- https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-cadastro-nacional-de-pessoas-juridicas
- https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/meu-imposto-de-renda
Assessoria consular especializada
A MVA Vistos ajuda a traduzir a atividade econômica real em um conjunto coerente de informações, sem criar renda ou vínculos artificiais. A decisão consular permanece discricionária.
Nota editorial
Conteúdo informativo, atualizado em 3 de setembro de 2026. A MVA Vistos é uma assessoria consular privada e independente. Não integra nem representa governos, embaixadas ou consulados. Regras, taxas e procedimentos podem mudar, e a decisão final pertence exclusivamente à autoridade competente.

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